Homem é multado por cobrir a cara numa câmara de reconhecimento facial - Vídeo

Em Londres, um homem foi multado em 90 libras - cerca de 100€ - por esconder a cara enquanto a polícia patrulhada com câmaras de reconhecimento facial

Em Londres, um homem foi multado em 90 libras - cerca de 100€ - por esconder a cara enquanto a polícia patrulhada com câmaras de reconhecimento facial

Aparentemente é comum em Londres, a polícia patrulhar a cidade com câmaras de reconhecimento facial. 

Segundo estes, esta ação é desencadeada na expetativa de encontrar pessoas potencialmente perigosas pertencentes a uma lista de pessoas procuradas.

Até aqui, tudo mais ou menos - fruto do avanço tecnológico, este tipo de ferramentas vai passar a ser frequentemente mais utilizado. O insólito foi o que se passou a seguir. Um homem, reconhecendo os equipamentos utilizados nos veículos, decidiu tapar a cara para evitar o reconhecimento. Logo de imediato, a polícia para e interpolou o mesmo acabando este por ser multado por "comportamento desordeiro".

Acontece que em nenhum ponto na legislação britânica, está mencionado quer que as forças policiais podem usar de tal equipamento quer que os cidadãos não podem tapar a cara.

Apesar de esta tecnologia ter bastantes pontos positivos, tem alguns bem negativos e um, prende-se exatamente no problema do século - a privacidade. 

Tanto esta como outras tecnologias de rastreamento já foram por diversas vezes discutida com fundamento à segurança que iria acrescer à forma como vivemos, à nossa sociedade. Contudo, para que tal seja possível, é necessário abdicar-mos da nossa privacidade e aparentemente não será tarefa fácil. 

Na nossa opinião, é válido o uso deste tipo de ferramentas, contudo, não agora uma vez que não é possível controlar o uso que à posterior poderão dar aos resultados obtidos. Por exemplo, em Londres existem milhares de câmaras. Se fizerem reconhecimento facial, é possível traçar o perfil de qualquer pessoa. Onde compra, onde come, onde passeia, com quem sai e o que faz. O facto de estes dados depois puderem ser acedidos por pessoas com outras intenções que não preservar a nossa segurança, acaba por comprometer ainda mais aquele que seria o fator primário para a implementação destas ferramentas.

É uma verdadeira incógnita.